7 de abril de 2011

Ave



Gosto quando me pousas
assim, suave
e roça tuas asas 
na minha pele...
Gosto quando chegas,
ave noturna
e te ajeitas
nas minhas curvas...
Gosto do calor
quando te anuncias
e do jeito
um pouco com medo
com que me dominas
mas não decifras...
Eu te faço medo
e me divirto de manhã
ao perceber que dormes
serenamente dormes
e não vês, com certeza,
que teu corpo esconde
a chave do meu quebra-cabeça...


Liane dos Santos

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