30 de maio de 2013

Devaneios Noturnos II

Às vezes chegam certas horas em nossa vida, que precisamos de um "empurrãozinho" para continuarmos com nossos sonhos e projetos. Acho que principalmente nessa reta final dos vestibulares e etc, em que temos aula todos os dias, todas as horas possíveis e de toodas as matérias. Bate um desespero de não dar tempo de ver todo o conteúdo, de não conseguir fazer todos os exercícios, de não conseguir assistir a todas as aulas, e etc. 
E aí você pensa: "Será que foi suficiente? Será que todo meu esforço durante o semestre vai valer a pena? Será que eu consegui aprender tudo que precisava?" Entre tantas outras dúvidas que tornam essa contagem regressiva um pouco afobada demais. 
Eu estou assim. Ou estava. E nem tanto quanto as questões de conteúdo nem nada do tipo. eu já tinha dito para mim mesma que não estressaria quanto a isso. Mas minhas dúvidas e questionamentos eram a respeito das minhas escolhas...
Eu sei... Largar duas faculdades no meio do caminho "pesa" um pouco no meu curriculum sobre minhas decisões acadêmicas. Minha mãe me pergunta todos os dias se eu não vou voltar pra enfermagem, ou pra biomedicina que é meu xodó...
E eu até pensei nisso. Claro, seria a opção mais fácil afinal de contas. Eu não precisaria enfrentar o estresse nenhum de vestibular de novo, e sim os de trabalhos intermináveis e provas e etc. A vida de acadêmica nem se compara com a vida de vestibulando, eu beem sei disso. 
Então eu estava nessa situação, precisando de um estímulo a mais, de umas palavras ou de um sinal qualquer que me dissesse que eu estava no caminho certo. Pode ser fácil para você ter certeza das coisas que você faz, mas para mim isso é um pouco mais difícil, pois toda a vida eu fui acostumada a ter outras pessoas tomando decisões por mim. Fazer medicina, ou pelo menos tentar, é uma das primeiras que eu tomo por mim mesma. Acho que por isso as vezes o passo que eu tento dar não é firme, por que desta vez não está baseado em ninguém a não ser nas minhas próprias escolhas...
Talvez por isso o medo de falhar seja tão grande. Porque se cobra demais, se espera demais, se cansa demais às vezes para não dizer quase sempre
Hoje bateu um desânimo sem fim... Talvez por me sentir tão só, ou por perceber o tamanho do peso dessa minha decisão. Será que eu estou certa em seguir carreira sendo médica? Afinal eu vou ter que abrir mão de tanta coisa para poder conseguir seguir carreira... 
Mas foi aí, que depois de um dia extremamente longo, cansativo até, eu recebi o sinal que eu queria. De uma pessoa que eu nunca esperava... E as palavras dela me confortaram. Me deram a paz de Espírito que eu esperava, que eu queria.. 
Acho que eu nunca tive tanta certeza como a de agora de que é isso que eu quero, de que é isso que eu preciso para minha satisfação profissional, para minha realização pessoal. Não quero exercer medicina por status, acho isso incrivelmente ridículo. Mas eu quero porque eu percebi que é o conhecimento que me faz bem... E como eu ouvi hoje "você tem um jeito muito único e especial para isso". Meu professor não poderia ter sido mais sábio em suas palavras, mesmo que poucas e simples. Todo o seu "mini-discurso" meio que sem querer, foi o suficiente para o meu dia ter valido a pena, para o meu esforço ter valido a pena, para minha decisão ter se solidificado. 
E agora mais do que nunca, é hora de enfrentar esses últimos quinze dias de luta e batalha, e enfrentar um vestibular de cabeça erguida confiando que eu posso dar tudo de mim, e que vou fazer o meu melhor.
Pode ser difícil, alguns diriam impossível, mas dessa vez eu não vou desistir das minhas escolhas e dos meus sonhos...