16 de agosto de 2014

Será que é exigir tanto assim? Que alguém sinta sua falta... Que alguém se importe com você a ponto de vir atrás.. De realmente se interessar se você está bem... Será que é pedir muito para que você seja aquilo que ele sempre quis? É pedir muito que você se torne aquilo pelo qual alguém lutaria...? Aparentemente é quase impossível imaginar que essas coisas um dia podem acontecer. Ou talvez os malditos filmes de comédia romântica tenham me estragado, e no fundo eu acabe achando se existe alguém que ficaria pelo menos cinco minutos do seu dia, perdido em pensamentos sobre um possível "nós"... Ou ainda que eu não tenha necessariamente encontrado essa pessoa, mas que isso ainda vai acontecer... Vamos nos  encontrar na rua e trombarmos, e quando ele me olhar nos olhos para pedir desculpas, eu vou sentir um frio na barriga e eu vou saber que o universo inteiro tinha conspirado para que aquele momento acontecesse. Ou vamos nos encontrar na fila de um café -quando eu começar a frequentar um- ou de um banco. Não importa... Nossos destinos estariam predestinados a se encontrarem um dia, e em um futuro -distante ou não- nos dedicaríamos a fazer um ao outro feliz. 
Definitivamente eu estou estragada. Ou talvez apenas carente demais, sonhadora demais, idiota demais. Eu nunca acreditei nas historias infantis em que príncipes apareceriam em cavalos brancos, ou vampiros em volvo cor de prata. Mas os filmes me fizeram acreditar que um final feliz talvez fosse possível.. Talvez por serem pessoas reais, por serem histórias até passíveis de acontecerem, se não fossem tão utópicas. Nenhum cara vai ser o Zac Afron que fica congelando em um parque por 4hs te esperando para tentar de novo. Nenhum cara vai ser o Justin Timberlake que contrata um flashmob e para a estação de metrô de NY, para declarar o seu amor. Nenhum cara vai fazer nada dessas coisas por mim, nem por ninguém. Ninguém vai ter fazer sentir que você vale a pena, que você é única, que você é o amor da vida de alguém. Essas ilusões são puramente femininas, e provavelmente as colocamos em nossas cabeças como uma forma de enxergar a vida de uma maneira menos dolorosa. 
Ouvi dizer há algum tempo, que nunca nos casaremos com quem amamos de verdade.  Talvez seja algo verídico. Talvez nós nem consigamos conhecer o amor de nossa vida de fato um dia. Afinal, são mais de 7 bilhões de pessoas no mundo, e absolutamente nada pode garantir que essa pessoa do seu lado é o seu "grande amor de estrelas cruzadas".
Não é ser pessimista, é ser realista. É difícil imaginar tudo isso, processar tudo e ficar pensando se há algo em que possa ser útil. E não existe... Talvez a dúvida de se “estar ou não acertando”, seja aquilo que nos impulsiona a acordar todos os dias e esperar por uma fila, por um encontro ao acaso, por uma apresentação amistosa... Algo qualquer, que possa ser a chance de sentir borboletas no estômago, ter a certeza que se sente completa, que encontrou alguém para chamar de "seu".
Talvez a dúvida seja o que vá fazer você se esforçar para fazer o outro feliz...
Acontece que eu estou a fim de ser esse "outro" para variar um pouco...



1 comentários:

Gugu Keller disse...

O amor é uma busca mútua entre cegos num labirinto de vidro.
GK