18 de dezembro de 2014



Quando tudo de repente desmorona muito rápido e você não consegue segurar...

11 de dezembro de 2014


Você precisa de um colo, mas não consegue ninguém a quem recorrer... 
Você quer uma pontinha de esperança, mas não consegue nada para se agarrar...
Você quer que tudo isso acabe logo, mas só dói cada vez mais...
E é difícil respirar...
  
     

5 de dezembro de 2014

Ele ainda me faz sorrir... 
Mas ao mesmo tempo, ele ainda consegue quebrar meu coração. Ou ao menos bater, machucar mais, fazer algumas novas rachaduras... 
Ele ainda me faz suspirar... 
Mas ao mesmo tempo me faz chorar de raiva, de frustração, de raiva de mim mesma... 
Ele ainda faz meu coração bater mais forte... 
Mas ao mesmo tempo, ele não me deixa juntar os caquinhos e reconstruí-lo de novo. Ele sempre o quebra antes. 

E aí você chega naquele ponto que não sabe o que faz, não sabe como agir, não sabe o que pensar. As coisas deveriam ser mais simples, eu sei. Mas as vezes o amor consegue ser bem idiota. Bem idiota mesmo! 
Sumir definitivamente seria mais fácil do que ter que encarar essas coisas todos os dias. Mas eu não consigo. Pensar em ficar sem ele dói, muito mais que qualquer dor que ele possa estar me causando agora...
Dói de qualquer jeito na verdade, e eu não quero me acostumar com a dor, eu não quero me acostumar com a situação, eu não quero deixar que isso me faça ficar onde estou. Eu quero um rumo, e eu sei que nonguém vai me dar isso, que só depende de mim mesma. Mas como achar um rumo, se você não tem noção nem de que direção tomar? Não é que eu tivesse que ter impedido essas coisas há 5 anos. Já vivi coisas  maravilhosas por conta disso, e não me arrependo de nada. Só queria que fosse menos doloroso, que fosse mais fácil, que fosse mais feliz...


2 de dezembro de 2014

The Book Thief

Escrevendo ainda com algumas (muitas) lágrimas depois de assistir ao filme sobre a menina que roubava livros. Na verdade, eu estava assistindo mais por uma obrigação, pois ele cairá no vestibular desse fim de semana. Digo obrigação porque quem me conhece sabe da minha resistência em relação a ao livro que baseou o filme. Foi um livro que tentei ler pelo menos umas três vezes, e não consegui sair do mesmo lugar. Não me perguntem porque, mas não fiquei morrendo de amores pela história. E olha que eu sou uma pessoa apaixonada pela Segunda Guerra Mundial.
Calma, apaixonada no bom sentido. Não sou nenhuma admiradora de Hitler, pelo contrário, acredito piamente naquela história em que dizem que ele era um dos anti-Cristo que estavam anunciados por vir. Mas então, o filme mudou muita coisa. Para explicar melhor, vou esclarecer porque eu gosto (gostava, aliás) tanto da Segunda Guerra. Primeiro porque eu aprendi a estudar a II G.M. como uma matéria de história, e eu gostava de ver como a capacidade do ser humano em conseguir deslanchar acontecimentos por coisas "simples", como a morte "acidental" de um Duque dar início a maior guerra que esse planeta já presenciou (e dar origem ao nome de uma das minhas bandas favoritas, diga-se de passagem). Como as pessoas eram capazes de acreditar em alguém que dizia existir uma raça superior, até onde o ser humano era capaz de chegar pelo poder. Como um mundo inteiro parou, e se uniu, ou se odiou por isso. É a parte psicológica de tudo que me faziam passar horas estudando tudo isso. E eu sempre via colegas minhas dizendo que não aguentavam estudar essa matéria, porque era muito triste, ou as deixavam pesarosas. Minhas consciência chegava a pesar por não me sentir da mesma forma, mas foi então que percebi que sempre vi a II G.M. como números. Apenas números. 6 milhões de judeus dizimados, milhões de pessoas mortas, dinheiro, armas... Nunca pensei no que isso realmente significava, nunca pensei nas famílias que vivam naquela época e não escolheram viver tudo isso. Não que eu seja inocente para pensar que isso não existia e  era só uma história que meu professor contava tão bem na sala de aula. Era exatamente para não me envolver... 
Talvez por isso eu não quisesse me envolver com o livro, terminá-lo, ou dar uma chance para que ele me conquistasse. Porque o livro conta a historia vista de baixo, porque quem vivia em uma Alemanha que não escolheu viver, que não teve escolha, que não pode gritar pelo direito de liberdade. Eu não queria tornar aquilo tudo real para mim. Mas o filme acabou fazendo tudo isso. Foram 125 minutos que me fizeram repensar muita coisa... Principalmente pensar sobre aquelas pessoas que nunca nem souberam que foram perseguidas, ou quantas famílias foram destruídas pelo ao egoísta de apenas um homem. E ao contrário do que eu pensava, existiam pessoas que não se encantavam por seus discursos, mas era obrigados a engoli-los por amor à própria vida e à da família. 
Da para se perguntar sim onde estava Deus no holocausto, porque a crueldade era enorme... E olha que esse nem foi um dos temas principais do filme, na verdade, passa quase que abatido. Mas a história de Max definitivamente foi a que mais me comoveu... Deus estava com cada um desses judeus que foram perseguidos por sua fé, por acreditar em algo maior e não abrir mão disso. Morrer por um amor maior. Mesmo que as crenças dos judeus sejam diferentes da minha, mas eles tiveram fé e não desistiram, mesmo que sem chance de lutar.
Muitas vidas foram arrancadas e de forma injusta. Muitas coisas foram feitas quase que de forma irracional. A morte era quase que uma visita íntima nas casas das pessoas, e mesmo que não fosse convidada para entrar, ela foi implacável, e carregou tantos quanto podia. 
Eu não sei bem porque necessariamente resolvi escrever sobre o filme, mas eu queria de algo que e fizesse parar de chorar, e o filme foca muito nessas coisas... A forma como a leitura e a escrita salvam a vida daquela menina e daquele rapaz, definitivamente vão ficar gravados em mim. Talvez seja isso mesmo. Seja a escrita de alguma forma mantenha a minha "loucura" presa em alguém lugar, e não me faça perder no caminho. Assim como a minha fé. Que é meu alimento maior e é o que me faz levantar todos os dias, e me mostrar o dia lindo que me espera, sem guerras, sem lutas, sem medo, e princialmente com a minha liberdade... 

Para falar um pouco sobre amor...

Texto para ler ouvindo: https://www.youtube.com/watch?v=eAeteudJ5g0



Hoje eu resolvi falar sobre amor. Passei o dia inteiro pensando na verdade o que seria esse sentimento e porque ele consegue ser tão ridículo. No bom sentido, eu acho. Mas o pensamento na verdade foi sobre como um único sentimento pode se manifestar de tantas formas diferentes, em pessoas diferentes e em momentos diferentes. E em como ele pode se transformar em uma facilidade única em ódio, raiva, rancor, tristeza, mágoa... Então porque um sentimento como esse ainda é algo bom? Ainda é considerado por muitos o desejo maior da vida, encontrar ser verdadeiro amor? Como um sentimento que pode causar tantas frustrações, pode ao mesmo tempo ser tão almejado?
Na verdade é bem simples. Da mesma forma que ele se transforma em todas essas coisas, ele pode voltar a ser amor. É estranho eu sei, mas eu consegui compreender isso depois de um tempo, depois de perceber que quando você realmente ama de verdade, você passeia por esses sentimentos constantemente, mas no fundo, tudo volta a ser amor. Às vezes ele pode voltar no tempo, às vezes volta tarde demais e passa a ser apenas uma lembrança de dias bons ao lado de alguém que um dia você achou que iria compartilhar a sua velhice e viver para sempre. 
O amor é engraçado, porque eu descobri que só poderia entendê-lo quando parasse de tentar. Ele se desenrola na sua frente e mostra que enquanto continuar tendo esse orgulho idiota, ele não pode ocupar um espaço na sua vida. Que ele quando chega, trás algumas coisinhas com ele na mala, como o ciúmes, a insegurança, o medo da perda... Mas que são coisas normais, necessárias para que o amor cresça. Mas que em excesso essas coisas ocupam o lugar dele, e ele foge sufocado. Entendi que ele sempre vai ser confuso, que ele dificilmente vai saber o que realmente quer, que vai gritar por atenção muitas das vezes e vai ser impaciente em outras. Mas se cuidado com bastante zelo, será maior que tudo no final.
Foi por isso que eu percebi que quando conheci o amor de verdade há alguns anos, ele chegou com essa bagagem completa, e entregou uma parte enorme de mim para que outra pessoa cuidasse. Nem sempre os cuidados serão minuciosos, mas serão aqueles necessários. E sei que as chances de conseguir ganhar esse pedacinho de volta, são mínimas. Por isso, meu coração vai ser quebrado... Muitas vezes e pela mesma pessoa. Mas essa mesma pessoa vai ser capaz de reconstruí-lo, quantas vezes for necessário... Não, não é algo que eu goste, ou que eu aceite. É algo que eu já percebi que vai acontecer... Pra sempre? Não, eu tenho certeza que não. Só até eu conseguir uma forma de tomar esse pedaço de volta, ou então, ele aprender o qual frágil isso que ele carrega é, e evitar ao máximo trincá-lo, machucá-lo ou até mesmo quebrá-lo. 
Amar não é tarefa fácil. Ninguém nunca disse que seria. Também nunca me disseram que seria tão difícil, mas me disseram que vale a pena... Se apaixonar não é de todo ruim, afinal. É doloroso, mas os momentos juntos, aqueles momentos únicos, aqueles momentos que ninguém mais vai ser capaz de te proporcionar... Eles valem a pena. 
Se estou pronta para essa montanha russa? De forma alguma. Eu queria poder simplesmente achar um botãozinho de "stop" e fazer essas coisas sumirem. É muito complicado para entender, para viver, para querer... Mas não está no meu controle... Eu não escolho sofrer, mas escolho crescer e tentar aproveitar tudo da melhor forma possível. 
Então senhor "melhor sentimento do mundo"... Se quiser fazer as pazes comigo, estou a disposição para escutá-lo, talvez entrar em um consenso, e podermos achar o melhor caminho para andarmos por essa vida, que sem você, definitivamente, não tem tanta graça...