12 de junho de 2015

Eu queria poder dizer que eu odeio o dia dos namorados. Mas seria injusto... 
Eu queria poder dizer que odeio o amor... Mas seria mais injusto ainda.
Eu queria poder dizer que odeio o destino por ter me colocado nessa situação... E aí talvez eu esteja sendo um pouco justa.
Mas eu não posso esquecer da distância que o acompanha nessa lista de odiados... Eu não posso me esquecer desses anos todos em que eles vêm me atormentando... Eu não posso me esquecer do tempo que parece insistir em não passar para mim, ou faz isso de forma errada.
Há algum tempo eu descobrir que amar alguém poderia ser doloroso, poderia ser difícil, poderia ser estressante, dentre muitas outras coisas. Todos nós sabemos, como nosso velho amigo Zé Ramalho disse uma vez "sinônimo de amar é sofrer", e nunca uma frase foi dita tão sabiamente. Eu só queria entender como um sentimento que por vezes é considerado a salvação do mundo, pode ser tão extremamente... Difícil.
Amar alguém que não se vê sempre, não se toca, não se sente o cheiro, o abraço o beijo... Pior ainda.. Ter a impressão que tudo isso é correspondido torna as coisas ainda piores. Passar a data de hoje sem ele não é só passar o dia dos namorados sozinha... É como se fosse um tapa na minha cara, pra me mostrar que estou sem ele todos os dias... Malditas redes sociais que só ficou cheia hoje de casais felizes com mensagens fofas... Não que eu quisesse postar uma foto nossa, ou fazer um vídeo cheio de foto nossa... Eu gosto dos meus textos, eu gosto das minhas coisinhas fofas, mas provavelmente não para ser exposto para o mundo. Eu queria só poder estar com ele. Só ficar com ele. Nem que fosse pra passar o dia deitada, olhando pra ele conversar, olhando pra ele me fazer rir daquele jeito que só ele sabe.. Nem que fosse pra ter ele me matando de cosquinhas, como ele ama fazer. Sentir ele me arrancar sorrisos enquanto me beija, sentir a mão dele apertar a minha cintura, sentir ele respirar fundo quando eu mordo o lábio inferior dele. Eu só queria aquela sensação de frio na barriga constante que ele me causa só por estar perto de mim. Meu coração disparado, minha falta de ar e meu nervosismo, que ele ainda me enche o saco até hoje. Eu não queria sair para um restaurante caro e depois para um motel. Eu não queria sair desfilando com ele num shoppiing de mãos dadas.
Eu só queria estar com ele. No conforto do nosso lugar, deitada no peito dele enquanto ele mexe no meu cabelo... Eu só queria poder olhar pra ele hoje e dizer o quanto ele me faz feliz, o quanto ele me faz bem, o quanto eu agradeço a Deus por ter me dado ele de presente. O quanto eu o amo. Porque eu sei que não vou sentir isso por mais ninguém, então ele merece saber. Ele merece saber de cada pedaço meu que o ama, e eu queria poder demonstrar isso. Eu queria poder mostrar pra ele como ele é importante na minha vida, como eu quero passar o resto dos meus dias ao lado dele, como eu quero a felicidade que ele me causa sempre. 
Eu só queria que ele soubesse. Não o mundo, não as redes sociais. Ninguém mais a não ser ele. Que conseguiu conquistar meu coração e que consegue a cada dia mais, mesmo depois de tanto tempo, mesmo com a distância, mesmo com tudo que nos impede de ficarmos juntos hoje... Eu queria que ele soubesse que ele é sim o amor da minha vida e que eu não digo isso somente hoje. Eu vou dizer isso sempre... Mesmo que o destino e o tempo resolvam trapacear e não nos deixar juntos um dia bate na madeira... Sempre vai ser ele. Independente de quando, de onde ou de qualquer motivo... Eu o amo e vou amar sempre...




Feliz dia dos "semi-namorados", amor...

17 de fevereiro de 2015

Devaneios da Madrugada II

Aquela sensação assombrosa de novo de solidão... de que as coisas não estão bem, mas você não tem um colo ao qual recorrer... Você não tem alguém ali de prontidão para te escutar, ou para te ler, ou apenas para literalmente te por no colo e mexer no seu cabelo até você dormir...
As coisas não vão bem e você não tem idéia a quem recorrer para ter um momento de lapso e esquecer seus problemas por míseros segundos. Poder fazer de conta que sua vida não está de cabeça para baixo e que você não faz idéia do que fazer...
Você está sozinha na sua confusão de pensamentos, na sua confusão de idéias, está na sua falta de solução. Chorar não é uma opção, você já aprendeu a duras penas que não resolve a vida. Pode até aliviar, mas a única coisa nova no dia seguinte, é o travesseiro marcado de rímel.
Respirar fundo também não ajuda muito. Somente a não tomar tantas decisões precipitadas. O problema é que depois que elas passam, você percebe que não tem nenhuma que seja apta.
Você corre pela sua agenda de contatos e percebe que naquela situação específica não há ninguém para te ajudar, porque o que todo mundo vai fazer é jogar o dedo na sua cara e te dizer o quanto você está errada, e nem sempre é disso que se precisa. Você precisa de conforto, de se sentir amada, de se sentir importante para alguém. Sentir que você faz falta ou que você faz diferença na vida de pelo menos uma pessoa.
Hoje infelizmente eu não consigo perceber isso... Eu não vejo como me mudar, por exemplo, afeta a vida de alguém. Talvez da minha mãe por não me ter para almoçar todos os dias, mas ao mesmo tempo também não vou estar por perto sugando seu tempo. Talvez meu pai sinta de sair comigo aos sábados de manhã, mas ao mesmo tempo ele terá mais tempo para fazer as coisas dele e não me chamar atenção pelos meus livros ou algo semelhante que o irrite. Talvez meu irmão sinta falta de nossos açaís, mas eu o estou livrando de todas as vezes que ele teria que me levar ou buscar de algum lugar... Talvez meus amigos... Mas eu tenho certeza que eles encontrem outra pessoa para falar todas as besteiras que eu falo..
Aprendi as duras penas que ninguém é insubstituível. E acreditava que isso não era verdade, era só uma desculpa que minha mãe me dava para eu não me preocupar com meu trabalho excessivamente. Mas ela estava certa... todos nós somos passíveis de sermos substituídos. É só que.. a impressão é que eu fui substituída rápido demais, e na vida das pessoas que estou entrando agora, não existe espaço para mim....
Eu não sei como serão os próximos dias, os próximos meses ou talvez anos sozinha... Mas espero ter forças o suficiente para enfrentá-los....

4 de janeiro de 2015

Da série Livros para refletir

Talvez emendar um livro no outro não seja a melhor coisa a se fazer nesse momento, mas é um método bastante eficaz para me manter ocupada. ara manter a minha mente long daqueles pensamentos idiotas que andam me apavorando desde que meus planos saíram um pouco do meu controle. Claro que o fato de eu não visitar o meu psicólogo há 15 dias também não está facilitando muito, mas isso pelo menos eu estou resolvendo logo. 
Bom, eu consegui ler um livro de 460 páginas em 24 horas. Não sei se isso é tao preocupante quanto a minha mãe quer fazer parecer, mas eu fiz. 
Um livro diferente pois não existe uma narração, mas sim cartas, emails, faz, bilhetes, sms trocadas entre os personagens, e da altora do meu filme favorito apesar de não tere gostando tanto do livro de Ps. Eu te Amo, mas claro que eu ia tentar ler. E amei.
Não, eu não vou fazer esse post de resenha de livro, até porque crie outro blog para essa finalidade mesmo que ele esteja meio desativado. Mas o livro me fez refletir um pouco... Os protagonistas se conhecem desde sempre, mas só conseguem finalmente ficar juntos depois de muitos anos, de muitas outras pessoas aparecerem em suas vidas, de filhos aparecerem, empregos, indas e vindas de muitas coisas. Só conseguiram encontrar o verdadeiro amor quando a maioria das pessoas provavelmente já teria desistido, quando os caminhos pareciam que nunca iriam se cruzar e nada mais os faria felizes.
Será que vai ser assim comigo? Será que essa mudança de planos na minha vida agora vão ser para isso? Para me mostrar outras experiências além das que planejei para mim? E que por mais que eu sinta que não vai dar certo, daqui vinte anos talvez, eu esteja reencontrando o grande amor da minha vida? Deus não permita isso! Eu não quero ter que passar por tantas provações, tantas perdas, tantas desilusões para ter a minha vida nos eixos. Deixar que anos se passem até me sentir verdadeiramente plena... A história é muito bonita, mas definitivamente não é algo que eu desejo na minha vida... 
Então, meu post de agora vai mais como um desabafo de angústia e de medo. Uma oração... Deus... Por mais que nossos sonhos possam não ser os mesmos, não permita que a minha felicidade demore tanto a chegar... Me ajude a aceitar seus planos, e perceber que serei feliz e realizada com eles, e que eu não tenha que esperar cinquenta anos para encontrar o verdadeiro amor da minha vida e a minha felicidade...

3 de janeiro de 2015

Em & Dex, Dex & Em


Fiz uma meta de férias de assistir pelo menos um filme por dia, como uma forma de me distrair melhor de tudo que anda acontecendo. Não necessariamente um filme "novo" ou inédito porque eu tenho certeza que Harry Potter e Ps Eu Te amo vão entrar na lista, mas algum filme que me interesse. 
Ontem eu terminei finalmente de ler Um Dia, e fiquei completamente apaixonada. Já tinha assistido ao filme, mas isso foi há tanto tempo que eu só me lembrava mesmo dos personagens principais e do desfecho trágico que a trama tem. O que surpreendentemente não alterou muito meu ânimo para terminá-lo, e hoje para fechar com chave de ouro, decidi rever o filme. 

É tão gostoso perceber a evolução ao longo dos anos de Em e Dex. Afinal, o filme e passa em 20 anos, e e uma história muito complexa, já que os relatos do livro, e claro, do filme, só são dados no dia 15 de julho de cada ano. O que leva o leitor, ou espectador a tentar imaginar o que acontece na vida desses dois ao longo do tempo. Mas é lindo... Muito lindo.

Tudo bem, que você imaginar que demora quase 17 anos para o amor da sua vida se dar conta que quer ficar com você é meio muito, mas a felicidade que existe entre aqueles dois. Deus... Eu quero aquilo para mim! Eu desejo um Dexter para mim, não no sentido dele ser um cara louco e que só se descobriu tantos anos depois. Mas um cara que além de ser o amor da minha vida, seu meu melhor amigo e eu seja a melhor amiga dele. Quero alguém que ligue para mim quando sentir que precisa falar com alguém, que procure o meu colo quando achar que precisa, que me liga no meio da madrugada só pra dizer que eu sou a melhor pessoa que ele conheceu na vida mesmo que esteja bêbado. Quero alguém que descubra que eu valha a pena mesmo que demore um tempinho, mas que aprenda a me dar o devido valor. Que me ame pelo que sou, com meus defeitos e qualidades.
Já disse aqui antes que filmes me estragam... Talvez seja verdade, mas eu gosto de pensar que eles me ensinam que eu mereço mais, que eu posso encontrar mais, que eu vou ser feliz daquele jeito que sempre sonhei...

2 de janeiro de 2015

Ano Novo, Nada Novo

Vamos lá... Mais um ano, mais uma lista de metas idiotas que nunca serão cumpridas. 
Não, definitivamente 2015 não começou como eu planejei.
Não começou com um beijo a meia noite, não começou com as perspectivas que eu esperava, não começou com o "eu te amo" que eu queria ter ouvido - mesmo sabendo que não foi por faltaa de tentativa (me desculpe de novo por isso...).
Não, 2015 começou sendo o ano da despedida, sendo o ano da mudança que eu não queria, sendo o ano dos aborrecimentos e ainda estamos no segundo dia. Nada de bom até o momento.
Eu queria ter feito uma lista de metas, mas observando a que fiz no ano passado, percebi que é realmente besteira tentar cumprir tudo aquilo. Alguma coisas eu surpreendentemente consegui realizar, algumas tantas outras só ficaram no projeto, infelizmente.
Essas coisas podem parecer um pouco deprimentes, se pensarmos pelo lado que em um ano novo se esperam mudanças, fazemos planos e prometemos sermos pessoas melhores. É, provavelmente eu deveria estar fazendo isso mesmo, mas eu cansei de tudo isso. Cansei dessas ilusões trazidas com um começo de ano. Se pensarmos bem, nada realmente muda a não
ser a data do calendário. O fato de um ano novo estar começando não muda em absolutamente nada! As coisas de repente não vão começar a dar certo só porque agora escrevemos 2015 no final das datas. Você não vai se tornar uma pessoa milagrosamente melhor só porque é início de ano, ou alguma coisa do tipo. Mudança de ano, se pensarmos bem, só serve para calendário escolar. O tempo, implacável, continua a correr da mesma fora.
Talvez não ter feito plano para esse ano não seja de todo ruim, dessa forma eu dou mais oportunidades para esse ano que começa de me surpreender! Camon! São 364 dias! Não é possível que ele não vai conseguir me fazer sorrir com algo inesperável pelo menos umas 30 vezes. (Acho que estou sendo otimista aqui, mas vamos tentar manter o ambiente um pouco bom)
Então 2015, nós dois começaremos diferente do que vem sendo os meus relacionamentos nos outros anos. Afinal, você tem tudo para me surpreender. A ideia de uma faculdade finalmente. Morar longe da família finalmente. Morar sozinha. Ter a minha vida. Eu sei que deveria estar supere empolgada com tudo isso, mas não consigo ter um pinguinho de ansiedade quanto a absolutamente nada disso. Talvez por acreditar que não sejam esses os planos que eu imagino que Ele tenha para mim, quem sabe...
Só sei que vai ser assim. Sem listas, sem metas, sem expectativas...
Que seja um novo começo, e que seja surpreendente....