24 de julho de 2016

O amor é mesmo suficiente...?



Eu disse que provavelmente não voltaria a escrever aqui novamente. Pelo menos não por agora. Mas eu acabei de assistir esse filme pela segunda vez, e pra variar, eu chorei. Chorei muito. Provavelmente bem mais do que eu chorei quando fui assistir ao cinema pela primeira vez. Mas porque dessa vez eu aproveitei para por tudo pra fora. Tudo que eu tava aqui segurando há tanto tempo. Eu já disse que esse filme, aliás, o livro, me tocou de uma forma que eu não esperava. Achava que seria mais um livro de romance com alguma tragédia no final, mas nã imaginava que seria uma historia que mudaria tanto em mim. 
O texto agora é para agradecer ao Will, que mesmo sendo um mau educado irritante, me deu uma das lições mais simples que eu poderia ter, porém uma das mais valiosas: Viva a sua vida intensamente. Você só tem uma.

É simples, eu sei. Mas isso me faz pensar quanto tempo eu perco me lamentando de tantas coisas, me privando de tantas outras, me preocupando demais, me apegando demais por pessoas que não valem a pena. Então eu deixei as lágrimas correrem principalmente por essas pessoas, que me fazem falta, que de alguma forma se afastaram de um tempo pra cá, por motivos inúmeros. Chorei porque eram pessoas importantes na minha vida, eram pessoas que eu considerava parte importante da minha vida, mas percebi que a recíproca não era verdadeira. É, de novo eu com esse papo. Mas espero que dessa vez eu tenha aprendido. Aprendido que a vida é única, e que ficar remoendo e choramingando por quem não vale a pena, é perda de tempo. Então, eu vim escrever... Pra terminar de por pra fora essas coisas todas que eu estava sentindo e principalmente para me lembrar de outra lição valiosa demais que o Will me deu: o amor nem sempre é suficiente...
É... meio dif´cil de aceitar isso, eu bem sei. Mas eu também bem sei que é a mais pura verdade. Você pode amar, abrir mão, planejar, sonhar junto... Isso nunca foi e nunca vai ser garantia de nada... O amor machuca, acaba, te trai... Claro que eu sei que existe o lado bom, mas por tanto tempo eu deixei esse lado se sobressair, que me esqueci da parte ruim, e ela veio com tudo... Não estou reclamando. Foi bom.. Doloroso, claro. Mas necessário. Afinal, se prender à pessoas que não acrescentam na sua vida, ou que não fazem questão, ou que te mostram que você não é o suficiente na vida delas... Porque manter esse tipo de gente por perto? Não, eu não encontrei ninguém para substituir e nem quero. Quero entender o quanto a vida pode ser agradável por si só. O quanto eu preciso vivê-la da melhor forma possível, porque ninguém vai fazer isso por mim. Nunca. Portanto, que as memórias que eu crie de agora pra frente possam ser em sua maravilha de momentos bons, de momentos com pessoas que de fato fazem diferença, que se importam. E se eu não encontrar essas pessoas... Paciência... Eu vou ter que me bastar... A minha vida não vai ser pior por isso, pelo contrário. São as minhas escolhas que fazem dela o que ela são, portanto, que eu possa ser saiba o bastante para as consequencias serem as melhores possíveis. Com o tempo vai ser mais fácil, eu sei... Vai doer menos, eu não vou chorar tanto... Com o tempo as coisas vão se ajeitar de alguma forma...Mas não hoje...

15 de janeiro de 2016

Lá vem 2016...

Olha eu aqui me deparando com uma página em branco depois de longos sete meses... 
Estava hoje olhando uns textos de um dos meus escritores favoritos e uma das falas dele, era justamente sobre não guardar os sentimentos e sempre expressar o que se está sentindo. Aparentemente, aquele negócio de prender as 
coisas realmente faz mal para minha saúde mental, meu psicólogo não estava tão errado assim...
Só que eu percebi que não quero mais falar necessariamente sobre a minha vida. Não sei... Ela de repente se tornou complicada demais até mesmo para eu entender. E não estou me referindo somente à vida amorosa não. A minha vida profissional e pessoal de um modo geral foi virada de cabeça para baixo de uns tempos para cá. 
Eu prefiro pensar que isso tudo não é algum tipo de castigo de Deus, mas sim um período de maturidade e aprendizado, mas que eu espero encarecidamente que passe logo. Sempre achei que meu período na faculdade fosse um tempo de alegria, não estilo American Pie, não sou tão iludida assim, mas do tipo que encheria a boca pra contar historias daqui um tempo, de todas as coisas boas que vive durante esses anos... Até o momento eu tenho algumas histórias para contar, mas não tão boas assim. Espero que esse quadro mude logo...
Mas enfim... 
O objetivo é dizer que eu estou a fim de escrever de novo, não sobre a minha vida, ou talvez seja indiretamente, mas escrever. Aliviar um pouco a cabeça de todas as coisas que andam passando aqui. E quem sabe isso não me ajude a manter o foco? As coisas andam difíceis... Mas eu tenho certeza que vão melhorar... 
Então é isso, quem sabe eu não dou uma revivida nisso aqui, publico uns textos que tenho guardado no celular, publico meus inúmeros rascunhos... Não sei muito bem como pretendo fazer isso. Mas vamos ver onde vai dar...
Que comece 2016... E como sempre, que seja doce...